De tanto falar e ter um posicionamento e "resposta" pra quase tudo (sempre intimado a deixar minha contribuição nos espaços de discussão), meu colega João Paulo Coêlho me batizou carinhosamente de Diegopédia, parafraseando, provavelmente, o site Wikipédia. Então se algumas das besteiras, imposturas, opiniões ou provocações lhe afetam ou você discorda, sinta-se a vontade para contribuir!
Quem sou eu
- Diego Mendonça
- Fortaleza, Ceará, Brazil
- Graduado em Psicologia pela Universidade Federal do Ceará (UFC), tendo sido integrante do Núcleo de Psicologia Comunitária da UFC (NUCOM), desenvolvendo atividades de ensino, pesquisa e extensão relacionadas à Psicologia Comunitária em comunidades urbanas e rurais. Também ex-integrante do Curso Pré-Vestibular Paulo Freire da UFC, desenvolvendo atividades de docência na preparação de estudantes da rede pública de ensino para ingresso na universidade. Foi estagiário de Psicologia da rede pública de saúde do Município de Fortaleza, exercendo atividades em uma unidade básica de saúde no Pirambu e no hospital Instituto Dr. José Forta, atuando para construção de redes de cuidado entre usuários, família e equipe de saúde, bem como desenvolvendo iniciativas de intervenção/atendimentos e educação em saúde. Foi integrante da pesquisa "Adolescência e Juventude: estudo sobre situação de risco e fatores de proteção no Município de Fortaleza". No seu percurso, esteve atuando e estudando principalmente nos seguintes temas: Formação em Psicologia, Psicologia Comunitária, Psicologia Social, Ética e Cuidado em Saúde, Saúde Pública, Saúde Coletiva, Mídia e Educação, e Abordagem Centrada na Pessoa.
sexta-feira, 21 de maio de 2010
Ah Fortaleza! Minha Adorada Cidade de Marmotas!
Sim, Fortaleza! Cidade tão cantada por monstros da música popular como Belchior, Fagner, Ednardo e outros! Cidade linda e turística! Segundo a nossa atual prefeita filósofa de tendências urbanísticas estéticas: Fortaleza Bela! Ah essa cidade! Cidade de coisas muito engraçadas e sui generis. Assim como existem coisas que só acontecem com o Botafogo, existem coisas que só existem em Fortaleza. Por vezes, são coisas tão originais de um jeito que, o único conceito epistemológico cabível, é Marmota. Pra quem não é cearense, explico: marmota (além do animal muito peculiar) também é uma palavra usada para dizer que algo é tão exoticamente diferente que choca! Minha cidade tem dessas coisas. Aliás, outras pessoas já falaram dessas coisas antes, mas é que tenho uma mania de não deixar de me espantar com essas particularidades da capital alencarina. Ora, pra não estender a missa, vos digo: essa cidade é a única que eu conheço que tem um semáforo em baixo de um viaduto, tem semáforo em uma rotatória, o Instituto Médico Legal (IML) fica de frente pro mar (afinal, mortos com vista pro mar é sempre legal); no maior hospital de trauma do nordeste, o IJF o heliporto não funciona e o helicóptero tem que pousar em uma praça ao lado. Na verdade, o doente corre risco de morrer no caminho da praça para o hospital, pois pode pegar um congestionamento (muito diferente!). Ah! Como esquecer que os habitantes de Fortaleza constroem Shoppings Centers em cima do mangue (o Iguatemi), ocupam as dunas, fazem paredão de prédios na orla da praia, constroem um metrô em que o trecho subterrâneo é bem pequeno e ele já faz uns 10 anos que não termina; construímos uma avenida que é um aborto arquitetônico da engenharia de transito (a Av. Washington Soares)que todo mês tem que ser repensada se coloca-se ou não outro semáforo; colocamos semáforo na única via expressa da cidade; nossa polícia tem carros Hilux super equipados com ar condicionado e tudo, mas os policiais afirmam não ter treinamento para usar tais veículos em situação de risco; Ah! Nós não preservamos nosso patrimônio histórico, pois não há centro histórico na cidade, as praças eu não quero nem falar; Ah! Somos uma das primeiras cidades do Brasil em numero de carros importados! Ah! Cidade fascinante! A praia de Iracema, tão cantada pelos boêmios, não é mais freqüentada; temos um parque das crianças em que pouco se vê crianças brincando! Ah Fortaleza! Não me canso de estranhar e ainda sim gosto dessa cidade. Só não quero esquecer, porque a população adora esquecer. Eu tenho uma super teoria que as pessoas esquecem pra não lembrar! (genial, não?) Por isso continuo lembrando...
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1 comentários:
"as pessoas esquecem para não lembrar" essa foi a cara no nosso amigo e tb conterrâneo Falcão.
Massa o texto.
Tu já pensou em ter uma coluna no jornal?
Bjs!
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